Notícias da Paróquia

Informações sobre a preparação para o Sacramento do Matrimônio

A Paróquia de Sant’Ana adotou uma nova modalidade de preparação para o matrimônio, através de encontros por acolhida, isto é, cada casal de noivos, será acompanhado por um casal da pastoral familiar durante 12 (Doze) encontros. Por isso, não existem datas fixas para os encontros.

As inscrições devem ser realizadas na Secretaria paroquial durante todo o ano. Cada casal deve verificar a data de seu casamento e o tempo necessário para realizar os doze encontros.

Segundo normas da diocese, não é permitido realizar o sacramento do matrimônio sem a participação no encontro de noivos.

Mais informações:

Zezé e Zilda – 3351-2693

Secretaria Paroquial – 3351-1213

 

Nota Oficial da Diocese sobre a preparação para o matrimônio publicada no site da diocese no dia  18/07/2016

Na manhã dessa segunda-feira, 18/07/2016, foi divulgada uma notal oficial da Pastoral Familiar da Diocese de São João del-Rei. Redigida por André Parreira, o documento teve a revisão e aprovação do bispo, Dom Célio Oliveira Goulart. Direcionada aos padres, leigos coordenadores de pastorais e movimentos de cada paróquia e a todos os fieis interessados, a nota fala sobre a atuação da Pastoral, assim como sua missão e definição. Confira:

Estimado(a) irmão(ã) em Cristo,

Com alegria e esperança, pedimos uns minutos de sua atenção para a seguinte nota.

Nossa diocese passa por um bonito momento, onde floresce a atuação da Pastoral Familiar. Isso não significa, de forma nenhuma, menosprezar tantos outros movimentos e grupos que se empenham, há anos, em favor das famílias. Mas significa que um pedido claro e direto da Igreja está sendo atendido: “Em cada Diocese, vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero, o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo investimento altamente compensador, estará construindo, em médio prazo, a sua Igreja particular, à medida que der o máximo a uma Pastoral Familiar efetiva” (João Paulo II aos bispos do Brasil em 1980)

Este fato recente na Diocese de São João del-Rei tem gerado não só esperanças e motivações, mas também apreensões sobre a atuação da Pastoral Familiar e, principalmente, de seu setor Pré-Matrimonial (preparação para o Matrimônio). É comum que toda proposta nova cause resistências. Em geral, grande parte das resistências acontecem por desconhecimento da nova realidade ou, muitas vezes, somente o conhecimento superficial.

Para colaborar na compreensão da nova situação e, sobretudo, pedir o apoio de todos, apresentamos um breve resumo, na forma de Perguntas e Respostas. É um material breve, somente um ponto de partida.

A PASTORAL FAMILIAR é mais um movimento na diocese?

Não. A Pastoral Familiar não é um movimento como, por exemplo, o Emaús, RCC, MFC, ECC e outros. Movimentos possuem seus próprios carismas (inspirações-formas de trabalho). Uma pastoral é uma ação direta da Igreja que organiza o trabalho em setores específicos.

Onde surgiu a Pastoral Familiar?

Diferentemente dos movimentos, a Pastoral Familiar não foi iniciativa de uma pessoa ou de um grupo, mas é um trabalho pedido pela própria Igreja. É uma pastoral citada diretamente nos documentos oficiais da Igreja. A exortação Familiaris Consortio de São João Paulo II descreve claramente como deve se organizar a Pastoral Familiar e como ela deve agir. Recentemente, a exortação Amoris Laetitia do Papa Francisco também cita e pede a atuação intensiva desta pastoral. Vários outros documentos do Vaticano e da CNBB também falam da Pastoral Familiar.

A PASTORAL FAMILIAR pretende assumir todos os trabalhos relativos a famílias? Como ficam os movimentos já existentes na diocese?

A Pastoral Familiar não pretende e não pode assumir todos os trabalhos em favor da família. Seu grande objetivo é articular e integrar as ações. Nas paróquias onde há outros movimentos, seus membros são os primeiros convidados para apoiar os trabalhos da Pastoral Familiar, sem, contudo, se desligar de seus grupos e movimentos. Nenhum movimento vai se transformar em Pastoral Familiar. Mas, todos podem apoiar a Pastoral Familiar, que é apoiar as famílias, além de continuarem desenvolvendo suas atividades em seus movimentos.

Onde há movimentos nas paróquias que cuidam das famílias, porque é necessário a Pastoral Familiar?

Precisamos porque este é um pedido da Igreja. Mesmo havendo movimentos que cuidam das famílias em uma Paróquia, a Pastoral Familiar é uma ação que responsabiliza o pastor, ou seja, o bispo, o pároco, que por sua vez preparam agentes para a Pastoral Familiar. Estes agentes podem e devem surgir dos movimentos de casais, que são motivados a exercer uma ação missionária junto às famílias, seja em preparação para o Matrimônio, seja em outras atividades que atinjam os jovens e os noivos.

Sobre a preparação para o Matrimônio, o que significa uma ação articulada e harmoniosa coordenada pela Pastoral Familiar?

No documento de título Preparação para o Sacramento do Matrimônio, publicado pelo Conselho Pontifício para a Família em 1996, fica claro que a ação de preparação para o Matrimônio deve ser coordenada diretamente pelo bispo, que é representado pela comissão diocesana da Pastoral Familiar. Esta comissão deve conhecer todas as ações de preparação e incentivar que todas se alinhem com as orientações da Igreja, principalmente na fidelidade à doutrina, mas também na estrutura da preparação.

A preparação para o Matrimônio se resume aos tradicionais encontros/cursos de noivos?

Não, a preparação é um processo contínuo. Na Familiaris Consortio e em vários outros documentos, somos convidados a cuidar da preparação desde a infância (na família e na catequese) e com os setores que trabalham com adolescentes, jovens e namorados. Isto tudo é a Preparação Remota. Para aqueles que namoram firme ou começam o noivado, devemos oferecer os Encontros ou Cursos de noivos , que é a Preparação Próxima. E, na proximidade do casamento, devemos oferecer um momento de reflexão em alguns temas específicos e apoio na preparação da celebração, a Preparação Imediata.

Em nossa diocese a grande maioria das paróquia faz somente a preparação próxima (cursos de noivos) no momento que seria adequada a preparação imediata.

Há algum tempo, vem surgindo na diocese uma novidade sobre os cursos/encontros de noivos? Qual é essa novidade?

Em primeiro lugar, comentamos que não é novidade, pois o que vem sendo sugerido é uma estrutura pedida pela Familiaris Consortio em 1981, pelo documento Preparação Para o Sacramento do Matrimônio em 1996 e recentemente, de forma insistente, pelo Papa Francisco que comenta que não podemos dar somente algumas palestras para que se decidam por um sacramento que é para toda a vida.

Em nossa diocese, talvez seja novidade na maioria das paróquias, mas algumas já o fazem há algum tempo. O que nos é sugerido e destacado no Diretório Diocesano da Vida Sacramental publicado em Março/2016 é a adequação dos grupos de encontros/cursos de noivos para o modelo de acolhimento de noivos. Este modelo realiza a preparação em vários encontros em um ambiente de partilha, o gera muitos frutos.

Tal metodologia já existe em muitos lugares do mundo e do Brasil. Dioceses próximas à nossa já fazem dessa forma há muito tempo, algumas há mais de 15 anos.

Por que alguns movimentos e alguns sacerdotes não querem implantar a Pastoral Familiar e, principalmente, não querem saber de mudanças nos encontros/cursos de noivos?

Já escutamos diversas justificativas como não haver leigos disponíveis para abraçar a Pastoral Familiar. Sobre a preparação para o Matrimônio, já escutamos se dizer que os noivos não aceitariam a mudança e não teriam tempo para isto. Nós não acreditamos nestes argumentos. Se diversas paróquias em todo o mundo, em lugares pequenos e em metrópoles, fazem assim, por que não daria certo nesta ou naquela paróquia? E, falando de modo mais aprofundado: se a Igreja, guiada pelo Espírito Santo, assim nos pede, só não dará certo se não tiver nossa cooperação.

Temos um testemunho de como a mudança ocorreu em nossa paróquia que pode ser esclarecedor, veja em http://diocesedesaojoaodelrei.com.br/2585-2/ (Site da Diocese, texto É urgente repensar a preparação para o Matrimônio)
Além disso, na 1a Assembleia Diocesana da Pastoral Familiar, ocorrida em Maio/2016, com a presença de representantes da maioria das paróquias, de sacerdotes e do bispo, esta metodologia foi apresentada como um caminho possível para toda a diocese.

Haverá formação para esta nova metodologia?

A metodologia do acolhimento é simples, pois se baseia em reuniões de pequenos grupos com a leitura de um texto e partilha dos temas. O livro de apoio sustenta a reunião e garante a doutrina. Os agentes/formadores precisam somente coordenar a leitura e as partilhas.

Ainda assim, teremos momentos de formação para os interessados. Procure a coordenação da Pastoral Familiar de sua forania para maiores informações.

A preparação dos que já formalizaram o noivado, quando a comunidade paroquial consegue acompanhá-los com bom período de antecipação, deve dar-lhes também a possibilidade de individuar incompatibilidades e riscos. (PAPA FRANCISCO, AMORIS LAETITIA, 209)

Nossas famílias precisam de um trabalho com muita união e disposição. Sigamos na fé que supera o medo e as incertezas.

Esperamos ter contribuído com o esclarecimento de dúvidas e visão geral das questões envolvidas. Nossas famílias precisam de um trabalho com muita união e disposição. Sigamos na fé que supera o medo e as incertezas.

Paz e bem!

André e Karina

Casal da Comissão Nacional de Pastoral Familiar – CNBB / INAPAF responsável pela formação pré-matrimonial.

Contato: alparreira@gmail.com

 

 

Paróquia de Sant'Ana do Barroso
Criada por provisão episcopal de 17 de janeiro de 1884. Foi fundada por Antônio da Costa Nogueira em 1729.

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