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Tradição Cristã: Ofício de Trevas e suas peculiaridades

Uma tradição secular da Igreja Católica foi realizada nesta quarta-feira, 28, na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em São João del-Rei. O Ofício de Trevas, que teve início as 19h, marca a Semana Santa na histórica cidade de São João del-Rei. A cerimônia é dividida em três partes e é realizada na quarta, sexta e sábado da “Semana Maior” do cristão.

Preservado por mais de três séculos, o antigo Ofício Divino é todo entoado em latim e repleto de simbolismo. Com orações e cantos de Santo Agostinho, salmos e lamentações, o Oficio tem o objetivo de ajudar as pessoas a entenderem os sentimentos de Cristo em sua dolorosa Paixão. Durante o rito, são executados os responsórios compostos por padre José Maria Xavier, alternando com o Coro Gregoriano.

O nome “Ofício” significa que ele faz parte da Liturgia das Horas. Já a expressão “de Trevas” vem da meditação sobre os sentimentos experimentados por Jesus em sua Paixão. O Ofício de Trevas compreende dois momentos do Ofício Divino: as Matinas e as Laudes.

A celebração é atualmente, um fato cultural e artístico, muito significativo, que atrai todos os anos grande número de pessoas da comunidade e turistas. Pessoas que buscam mais que religiosidade, mas costumes, histórias e tradições. Riquezas culturais.

Assim como todo fator cultural, as cerimônias religiosas também acarretam, além do rito, histórias, relatos e vidas. É uma versão que se esconde no tempo ou se guardam, apenas, nas memórias. Pontos tratados, muitas vezes, como coadjuvante em meio a cultura da fé e da arte sacra.

Durante o rito, as atenções são voltadas para o tenebrário, um grande candelabro triangular, com 15 velas, situado ao lado direito do altar. Ao final da leitura de cada salmo, uma vela é apagada. Apenas uma vela, no vértice, é mantida acesa e levada para trás do altar. Esta vela representa Jesus Cristo, a luz do mundo, que nunca se apaga.

Quando a vela está escondida, todas as luzes da igreja são apagadas. É o momento das trevas, na qual os fiéis batem com o pé no assoalho, fazendo um estrondo barulho. Em seguida, as luzes são novamente acesas, anunciando que Cristo ressuscitou. É uma forma diferente de catequizar o mistério da Páscoa.

Com informação da Diocese de São João Del-Rei

Paróquia de Sant'Ana do Barroso
Criada por provisão episcopal de 17 de janeiro de 1884. Foi fundada por Antônio da Costa Nogueira em 1729.