Celebrações do Domingo de Ramos abrem a Semana Santa na diocese

Fiéis católicos participaram na manhã deste domingo, 25, da tradicional celebração do Domingo de Ramos. O ato litúrgico, que abre a Semana Santa, foi realizado em todas as paróquias da Diocese de São João del-Rei, e recordou a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, alguns dias antes da sua crucificação, morte e ressurreição, como conta a fé cristã.

No centro da histórica São João del-Rei, Dom Waldemar Chaves de Araújo, bispo emérito, conduziu a benção dos ramos e iniciou os ritos na igreja de Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, os fiéis saíram em procissão até a Catedral do Pilar, onde se deu continuidade aos ritos litúrgicos.

Com ramo nas mãos, Dona Nelza seguiu com fé todo o trajeto. Preservando a tradição, a aposentada levou com sigo um galinho de Erva de Santa Maria. A planta, segundo ela, é medicinal. “Meus pais sempre traziam um galinho para ser abençoado. Mantenho esse costume de trazer, receber a benção do padre, fazer chá e tomar com fé”, destaca a aposentada.

Destino diferente será dado pelo aracajuano, Hitamar Andrade que guarda seu ramo para se recordar da Paixão de Cristo. “Coloco junto com um quadro de Nosso Senhor onde fica durante todo o ano. É uma forma de recordar o seu martírio e sua entrada triunfal de Jesus”, explica.

Acompanhada da filha e da neta, levou com sigo manjericão e a tradicional palma. Tudo com significado. “Trago o manjericarão para fazer chá. Mas a palma que é importante. Espero ela secar, queimo e distribuo as cinzas em minha casa. Falam que acalma a tempestade e protege a casa de rais e trovões”.

Segundo Dom Waldemar esse costume de levar plantas medicinais para a procissão é muito bom. “É a união do costume popular com a devoção presente na Semana Santa. É também uma forma de agradecer a Deus as coisas boas da natureza”.

Apesar dos destinos o variados o mais comum é que os ramos utilizados na solenidade sejam colhidos, guardados e queimados, transformados em cinzas, e utilizados na Quarta-Feira de Cinzas para colocar na cabeça das pessoas, sinal de que o homem é terra, é pó, de como viemos e retornaremos. “Os ramos, depois da celebração, é prova que estamos na mesma luta em favor da salvação. São ramos bentos. Com nossa fé podemos estar protegidos contra o mal. Ter esses ramos em casa não é simpatia, mais, um sinal do cristão autêntico que vive a conversão, a penitência e o jejum”, explica o seminarista Thairo Guimarães.

Com informações da Diocese de São João Del-Rei