Igreja no Mundo

O PAPA: QUE 2021 SEJA UM ANO DE SOLIDARIEDADE FRATERNA E DE PAZ PARA TODOS

“Começamos o Ano Novo colocando-nos sob o olhar materno e amoroso de Maria Santíssima, que a liturgia hoje celebra como a Mãe de Deus”, disse Francisco no Angelus, recordando que “os dolorosos acontecimentos que marcaram o caminho da humanidade no ano transcorrido, especialmente a pandemia, nos ensinam como é necessário interessar-se pelos problemas dos outros e compartilhar suas preocupações”.

Mariangela Jaguraba/Raimundo Lima – Vatican News

O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, nesta sexta-feira (1º/01), Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, da Biblioteca do Palácio Apostólico.

Começamos o Ano Novo colocando-nos sob o olhar materno e amoroso de Maria Santíssima, que a liturgia hoje celebra como a Mãe de Deus. Desta forma retomamos nosso caminho pelas veredas do tempo, confiando nossas angústias e nossos  tormentos Àquela que pode fazer todas as coisas. Maria nos olha com ternura materna, assim como olhava para seu Filho Jesus. Se olharmos para o Presépio, vemos que Jesus não está no berço. Me disseram que Nossa Senhora disse: “Mas, me deixem segurar um pouco no colo este meu filho?” Assim faz Nossa Senhora conosco: quer nos segurar em seus braços para nos proteger como ela protegeu e amou o seu Filho.

Segundo o Pontífice, “o olhar assegurador e consolador da Virgem Santa é um encorajamento para fazer de modo que este tempo, que nos é dado pelo Senhor, seja gasto para o nosso crescimento humano e espiritual, que seja um tempo para remover os ódios e as divisões, e existem muitas, que seja um tempo para sentir que somos todos mais irmãos e irmãs, que seja um tempo para construir e não para destruir, cuidando uns dos outros e da criação. Um tempo para fazer crescer, um tempo de paz”. A seguir, acrescentou:

É propriamente ao cuidado do próximo e da criação que é dedicado o tema do Dia Mundial da Paz, que hoje celebramos: A cultura do cuidado como percurso de paz. Os dolorosos acontecimentos que marcaram o caminho da humanidade no ano transcorrido, especialmente a pandemia, nos ensinam como é necessário interessar-se pelos problemas dos outros e compartilhar suas preocupações. Esta atitude representa o caminho que leva à paz, pois favorece a construção de uma sociedade fundada em relações fraternais. Cada um de nós, homens e mulheres de nosso tempo, é chamado a realizar a paz: cada um de nós. Não sejamos indiferentes a isso. Somos todos chamados a realizar a paz e a realizá-la todos os dias e em todos os ambientes da vida, estendendo a mão ao irmão que precisa de uma palavra de conforto, de um gesto de ternura, de uma ajuda solidária. Para nós, esta é uma tarefa dada por Deus. O Senhor nos dá a tarefa de sermos operadores de paz.

O Papa ressaltou que “a paz pode ser construída se começarmos a estar em paz conosco mesmos, em paz por dentro, no coração, e conosco, e com aqueles ao nosso redor, removendo os obstáculos que nos impedem de cuidar dos que se encontram necessitados e na indigência”.

Trata-se de desenvolver uma mentalidade e uma cultura do “cuidar”, a fim de derrotar a indiferença, vencer o descarte e a rivalidade, indiferença, descarte e rivalidade que infelizmente prevalecem. Eliminar esses comportamentos. A paz não é apenas a ausência de guerra, paz nunca é asséptica: não, a paz do quirófano não existe. A paz está na vida: não é apenas a ausência de guerra, mas uma vida rica em sentido, impostada e vivida na realização pessoal e na partilha fraterna com os outros. Então essa paz tão almejada e sempre ameaçada pela violência, pelo egoísmo e pela maldade, aquela paz colocada em perigo, torna-se possível e realizável se eu a pegar como uma tarefa que me foi doada por Deus.

“Que a Virgem Maria, que deu à luz o “Príncipe da Paz”, e que o mima com ternura em seus braços, obtenha para nós do céu o precioso bem da paz, que não podemos perseguir plenamente apenas com a força humana”, disse ainda Francisco. Segundo o Papa, “somente as forças humanas não são suficientes, porque a paz é sobretudo um dom, um dom de Deus; deve ser implorada com oração incessante, sustentada por um diálogo paciente e respeitoso, construída através de uma cooperação aberta à verdade e à justiça e sempre atenta às legítimas aspirações dos indivíduos e dos povos. Meu auspício é que a paz reine no coração dos homens e nas famílias; nos lugares de trabalho e de lazer; nas comunidades e nas nações. Nas famílias, no trabalho, nas nações: paz. E agora que pensamos que a vida hoje é resolvida com guerras, inimizades e muitas coisas que destroem… queremos a paz. E isso é um dom”.

No limiar deste início, a todos estendo meus cordiais votos de um feliz e sereno 2021. Cada um de nós procure fazer com que seja um ano de solidariedade fraterna e de paz para todos; um ano repleto de confiança e de esperanças, que confiamos à proteção celestial de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

Com informações do Vatican News

Paróquia de Sant'Ana do Barroso
Criada por provisão episcopal de 17 de janeiro de 1884. Foi fundada por Antônio da Costa Nogueira em 1729.