A Padroeira

Diz São Bernardino de Sena:“Há uma regra geral para apreciar a medida das graças singulares concedidas a uma criatura racional. Todas as vezes que Deus destina alguém a um ministério elevado, a um estado mais sublime o enriquece, o adorna de todas as graças, de todos os dons necessários ou convinientes para o desempenho deste ofício ou desta missão.”

Sant’Ana foi escolhida e preparada para conceber a Mãe de Jesus. Pelo fruto se conhece a árvore, diz Jesus no Evangelho. São João Damasceno aplica este texto a Sant’Ana e conclui não ter havido, pois árvore mais santa e gloriosa depois daquela que produziu o fruto Divino do Verbo Encarnado: Maria. E depois desta árvore da vida, que outra produziu mais rico fruto que Ana?
O seio puro Sant’Ana foi o primeiro e glorioso templo que se erigiu na terra à Imaculada Conceição. Maria foi concebida sem pecado, veio ao mundo pelo ventre puríssimo de Sant’Ana.

Era de idade avançada e estéril. Concebeu na velhice por desígnio Divino, prometendo consagrar seu filho a serviço do Deus Altíssimo. A mãe Sant’Ana transmitiu a essa filha o que ela tinha de melhor: conhecimento dos profetas, a oração bíblica dos salmos e ensinou-lhe toda a história de Israel e também lhe apresentou a perspectiva do futuro daquele povo, escolhido por Deus. Sant’Ana foi Mãe e Mestra.Formou a alma de Maria.
O seu nome significa graça, misericórdia, graciosa misericórdia, Graciosa, porque toda a beleza da virtude resplandeceu em sua alma. Misericordiosa, porque a misericórdia Divina concedeu a Maria, sua filha bendita, o privilégio de usar todas as riquezas do Divino Sangue redentor de Jesus em favor dos pecadores.

Um pouco da história da nossa Padroeira Sant’Ana

O calendário Litúrgico da Igreja de Roma comemora no dia 26 de Julho a memória de Sant’Ana e São Joaquim, estes os quais a tradição identifica como os pais de Nossa Senhora.

Não há relatos na Sagrada Escritura sobre os pais da Virgem Maria,contudo no Proto-Evangelho de São Tiago, livro venerável do Século II do Cristianismo, nos traz a mais vetusta tradição sobre São Joaquim e Sant’Ana.

Ana e Joaquim viviam humilhados e tristes, com idade avançada e eram estéreis. Contudo sempre observaram a Lei Judaica. Possuíam certa fortuna, o que os proporcionava uma vida tranquila. Anualmente dividiam sua renda em três partes: primeira para suas necessidades, segunda para o culto judaico e a terceira para os pobres. Oravam confiantes a Deus que os suscitasse uma descendência

Joaquim uma certa vez se retirou no deserto para orar, onde segundo o Proto-Evangelho permeneceu 40 dias em Jejum e oração. Finalmente, um dia o anjo apareceu e lhe comunicou uma boa notícia: “Joaquim”, disse o Anjo:“Tua oração foi ouvida. Uma filha te será dada a quem darás o nome de Maria”. Ana também recebeu o aviso do anjo:“Ana, Ana, o Senhor ouviu o teu choro. Conceberás e darás a luz e , por toda a terra, falar-se-à de tua descendência”. Quando Joaquim chegou em casa, sua esposa atirou-se em seus braços, exclamando com grande alegria:“Agora sei que o Senhor derramou sua benção sobre o nosso lar; pois eu era como uma viúva, era estéril mas agora meu seio já concebeu, seja bendito o Altíssimo”.

Sant’Ana fez o voto de consagrar a menina ao serviço de Deus no Templo. um tempo depois Maria foi levada ao Templo onde foi educada até seu noivado com José. A tradição não traz notícias sobre a morte de Sant’Ana. O culto a São Joaquim e Sant’Ana, foi muito difundido desde o Século V. Primeiramente no Oriente e depois pela Igreja de Roma. A devoção a Sant’Ana tornou-se muito popular entre os Nórdicos e no Brasil. Neste dia também é celebrado o Dia dos Avós.

Oração a Senhora Sant’Ana, Padroeira de Barroso

Ó bem aventurada Sant’Ana, eis-nos prostados diante de vós, cheios da mais sincera veneração em nossas almas. Sois esta criatura privilégiada e particularmente amada por vossas extraordinárias virtudes e vossa santidade, merecestes de Deus o insigne favor de dar à luz do mundo a medianeira de todas as graças, a mulher bendita entre todas as mulheres, a Mãe do verbo encarnado, a Santíssima virgem Maria. Por tão sublimes privilégios, dignai-vos, nós vos suplicamos, ó dulcicíssima e querida santa, receber-nos no número de vossos verdadeiros servos aos quais pertencemos e queremos pertencer todos os dias de nossa vida.Cercai-nos com vossa proteção eficaz, e obtende-nos de Deus a imitação daquelas virtudes que tão generosamente praticastes. Obtende-nos a graça de conhecer os nossos pecados e ter deles uma sincera dor, amar ardentemente a Jesus e Maria e cumprir com fidelidade e perseverança nossos deveres de estado. Livrai-nos de todos os perigos na vida e assisti-nos na hora da morte, a fim de que nos salvemos e cheguemos ao céu, e possamos convosco ó mãe feliz, bendizer e louvar o Verbo Divino que se fez homem no ventre de vossa filha, a Puríssima Virgem Maria. Assim Seja.

Fonte: Textos publicados no Jornal Informe Sant”Ana

 

Hino de Sant’Ana

Hino de Sant’Ana (Pe. Avelino Marques)
Arranjo: Aloísio de Assis
Vocal: Pe. Fábio José Damasceno
Banda de Música Municipal de Barroso-MG

Hino retirado do CD da Banda de Música Municipal de 2008

Fotos do Vídeo:
Matriz Renan Fênix
Facebook da Paróquia de Sant’Ana
Demais Fotos: Tânia Cordeiro